Os acadêmicos Lígia, Liliane, Luiz Henrique e Marcos produziram o trabalho
A acadêmica Lígia Mara Ribeiro, do 5º período de Engenharia de Produção do Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé, comemora a classificação de um projeto na 1ª fase do III Congresso Internacional de Engenharia e Gestão da Energia e do Meio Ambiente (CIIEM), de Portugal. Orgulhosa com a conquista, a estudante e outros três alunos do mesmo curso preparam a próxima etapa do trabalho, sendo orientados pelos professores Lauro Osiro (coordenador do curso) e Adriana Carvalho Lauro.
Denominado de "Biomassa", o projeto refere-se ao aproveitamento da palha seca do café, conforme explica a dona da idéia: "pretendemos fundar uma cooperativa agrária para a produção de biomassa em alta escala, além de desenvolver e fundir tecnologias agropecuárias de baixo impacto ambiental, adequadas à região de Guaxupé. Isto, com o objetivo de promover a sustentabilidade do mercado agro-ecológico voltado a novas fontes de energia alternativa. Desta forma, nossa meta é conseguir a participação no mercado promissor de vendas de crédito de carbono", detalhou a universitária.
A professora Adriana Carvalho, que orienta os universitários no projeto
A iniciativa da montagem do projeto, segundo Lígia, ocorreu em função de sua convivência com o meio rural, na cidade onde ela vive, em Cabo Verde, no Sul de Minas Gerais. Com uma idéia na cabeça e a orientação da professora Adriana, a estudante uniu-se aos colegas Marcos Alexander da Silva, Luiz Henrique Miranda da Silva e Liliane Aparecida Lima. A partir daí, o projeto foi enriquecido com o conhecimento de cada um até ganhar a atenção dos organizadores do congresso português.
Conforme os responsáveis pelo trabalho, uma das vantagens da biomassa é a geração do aproveitamento direto, por meio de combustão em fornos ou caldeiras. Para aumentar a eficiência do processo e reduzir impactos socioambientais, tem-se desenvolvido e aperfeiçoado tecnologias de conversão mais eficientes, como a gaseificação e a pirólise, também sendo comum a co-geração em sistemas que utilizam a biomassa como fonte energética. "Pode-se observar a participação da biomassa em 30% dos empreendimentos de co-geração em operação no país. A médio e longo prazo, a exaustão de fontes não-renováveis e as pressões ambientalistas poderão acarretar maior aproveitamento energético da biomassa", ressaltou Lígia.
Na ilustração, o trabalho científico "Biomassa" comprova o potencial dos estudantes do Unifeg
"Com cinquenta projetos na área de biomassa, o Brasil começa a se profissionalizar no promissor mercado global da venda das reduções certificadas de emissão de dióxido de carbono (CO2) e passa a inovar nas matérias-primas utilizadas. Além da consolidação do uso do bagaço da cana-de-açúcar nos projetos de co-geração de energia das usinas termoelétricas, cerca de 50% das propostas de uso de biomassa em andamento utilizam outros resíduos para produzir energia", concluiu a estudante do Unifeg, acrescentando: "O Brasil é o berço da biomassa, todos os resíduos agrícolas têm potencial para serem utilizados como geradores de energia".
Agora, os quatro alunos esperam ter seus esforços reconhecidos pelo comitê organizador do evento internacional, que é composto por professores da área da engenharia do Instituto Politécnico de Portalegre (Portugal) e da Escola de Engenharias Industriais da Universidade da Extremadura (Espanha). Os alunos do Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé deverão, até o próximo mês, enviar novo material para análise e, se for o caso, ter a idéia comprada por especialistas, que darão vazão aos sonhos de aproveitar melhor o meio ambiente, preservar o sistema ecológico e gerar fontes inteligentes de renda ao mercado agrícola.
O coordenador do curso de Engenharia de Produção no Unifeg, Lauro Osiro, fala com repórter sobre o trabalho dos alunos
No detalhe, a aluna Lígia Mara Ribeiro, que teve a iniciativa de realizar o projeto aprovado em nível internacional