UNIFEG

Professora do Unifeg assina artigo sobre a dengue

28/04/2010 - Flávia Cecílio Ribeiro Bregagnoli - Professora do curso de Engenharia de Produção e Qualidade

A dengue é causada por um arbovírus da família Flaviridae e é transmitido para as pessoas através de um agente intermediário, cujo principal vetor é o mosquito Aedes aegypiti. Ao picar uma pessoa infectada, o arbovírus se instala nas glândulas salivares e no intestino do inseto, onde se multiplica. Os insetos desta espécie têm um ciclo vital em torno de 30 dias e, a partir do momento em que hospedam o vírus, este permanece no seu interior até que o inseto morra. O Aedes aegypti é uma espécie que vive em torno das habitações (peridoméstico) e deposita seus ovos em água limpa e parada, podendo fazê-lo dentro ou fora das casas. Embora o mosquito tenha um ciclo de vida curto, ele pode picar uma pessoa a cada 20 ou 30 minutos e seus ovos podem permanecer no ambiente por até um ano (ambiente seco) esperando para eclodir na estação chuvosa.

O controle da Dengue deve ser feito, sobretudo, através do meio ambiente e do modo de vida, embora a distribuição do risco de exposição ao vírus causador da doença- no que diz respeito aos níveis sociais e econômicos- ainda ser alvo de contradições, considerando a ocorrência desta importante arbovirose que se manifesta tanto em áreas onde residem populações em precárias condições de vida quanto aquelas em situações mais favoráveis.

Faz-se necessário, frente à incidência cada vez mais frequente desta doença, trabalhos de prevenção, que ocorrem com maior frequência nas épocas de chuva, quando os casos de infestação já alcançam níveis elevados, o que é um erro. Como comentado anteriormente, os ovos do vetor Aedes aegypti podem sobreviver em ambiente seco por muitos meses, então, as medidas preventivas devem acontecer durante todo o ano.

Dentre estas medidas, não se devem deixar objetos que possam acumular água expostos à chuva. Os recipientes de água devem ser cuidadosamente limpos e tampados. Não adianta apenas trocar a água, pois os ovos do mosquito ficam aderidos às paredes dos recipientes. Portanto, o que deve ser feito, em casa, escolas, creches e no trabalho é:

  • substituir a água dos vasos das plantas por terra e esvaziar o prato coletor, lavando-o com auxílio de uma escova;
  • utilizar água tratada com água sanitária a 2,5% (40 gotas por litro de água) para regar plantas que acumulam água entre as partes do vegetal (exemplo: bromélias), duas vezes por semana, 40 gotas = 2 ml;
  • não deixar acumular água nas calhas do telhado;
  • não deixar expostos à chuva pneus velhos ou objetos (latas, garrafas, cacos de vidro) que possam acumular água;
  • acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa;
  • tampar cuidadosamente caixas d'água, filtros, barris, tambores, cisternas etc.

Como medidas individuais de proteção, a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Secretaria de Estado do Meio Ambiente) sugere, em locais de maior ocorrência da dengue, o uso, sempre que possível, de calças e camisas de manga comprida, e repelentes contra insetos à base de DEET (N, N-diethylmetatoluamide) nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (30%). Pessoas que estiveram em área de risco do dengue e apresentarem febre durante ou após a viagem, devem procurar um Serviço de Saúde.

Professora Doutora Titular nível B- UNIFEG: Flávia Cecílio Ribeiro. Doutora em Microbiologia Agropecuária (UNESP/Jaboticabal).

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