Tratamento de lesões cutâneas na pele é demorado e complicado
O professor Ms. Luiz Henrique Gomes Santos, do curso de Fisioterapia do Centro Universitário da Fundação Educacional Guaxupé (Unifeg), orienta e desenvolve um trabalho inédito na cidade de Guaxupé, com pacientes que sofrem de úlceras ou lesões cutâneas na pele.
O projeto faz parte do Programa de Iniciação Científica (PIC), que conta com a participação da aluna Jamili Dias Bernardino, do 6º período de Fisioterapia. O problema é ocasionado pela falta de fluxo sanguíneo regular e pouca sensibilidade no local afetado, como os pés.
A doença atinge mais os idosos, portadores de diabetes e com quadro de hipertensão. O tratamento proposta difere dos padrões normais, pois os pacientes são avaliados e estudados caso-a-caso.
A úlcera é superficial e apresenta-se como uma abrasão, uma bolha ou uma cratera rasa. Ocorre perda da pele na sua espessura total, que ocasiona sérios danos ou uma necrose do tecido subcutâneo que pode se aprofundar. A úlcera se apresenta clinicamente como uma cratera profunda.
O método consiste em utilizar o sistema de ultrassom Terapêutico de Baixa Intensidade, que reduz o edema, aumenta o fluxo sanguíneo local, relaxa a musculatura, alivia a dor, acelera o reparo da pele e modifica a formação das cicatrizes.
Segundo Santos, os pacientes sofrem bastante com as feridas. “Devido ao quadro clínico dos pacientes, muitos problemas surgem em decorrência das complicações, o que pode chegar ao caso de amputação de membros”, afirma.
As lesões classificadas de primeiro grau caracterizam-se por vermelhidão da pele, coceira ou queimação; de segundo grau - ocorre perda parcial da pele como abrasão, bolha ou cratera; terceiro grau- é a morte do tecido com lesão profunda de necrose.
Há muitos casos que mostram a eficiência desse método de tratamento, pois proporciona a regeneração de tecidos e, por isso, é indicado para tratamento de úlceras. “A utilização dos mesmos medicamentos, para diferentes tipos de pessoas, mostra-se, muitas vezes, ineficaz”, argumenta Santos.
As visitas ocorrem uma vez por semana e os atendimentos são realizados na própria residência dos pacientes, para não gerar despesas extras para as famílias, além de proporcionar mais conforto durante o tratamento.
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